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O monte

por Susana, em 28.10.13

 

Neste monte alentejano passei os melhores dias da minha infância, neste carro de mão fiz muitas viagens para ir buscar água ao poço, primeiro em cima dele empurrada pela minha mãe ou uma das tias depois já era eu que ia transportando a minha irmã ou algum dos muitos primos.

Estas paredes já assistiram a muitas mudanças, muitos risos da criançada, à alegria dos avós quando toda a família se juntava, estas paredes também choraram quando algumas das vidas que as iluminavam partiram para sempre.

Os caminhos separaram-se e a vida foi-nos afastando dos olhos mas nunca do coração porque a saudade pode doer mas pode também ser uma forma de nos fazer sorrir relembrando todos os bons momentos.

Estas paredes ainda estão de pé ainda que mais solitárias, um tio resiste por lá no meio do silêncio surdo apenas quebrado pelo som dos animais que vai criando e lhe vão fazendo companhia, as minhas tias vão lá com frequência mas todos nós sabemos há muito tempo que ali restam apenas as memórias, ali já nada voltará a ser como era.

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publicado às 13:08


2 comentários

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De Lynce a 09.12.2013 às 10:35

Um dia restauras a casa e passa a ser a tua casa de campo...
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De Kok a 15.12.2013 às 22:51

É uma pena estes locais que tanto dizem da infancia que vivemos sejam progressivamente abandonados porque outros lugares preenchem as nossas vidas porque os nossos interesses vão mudando.
Mas, pondo de parte os saudosismos bacoucos, não deveria ser assim.
Afinal são as (nossas) raízes que se vão perdendo, dando a ideia de um passado começado somente "ontem" e tudo o resto apagado.
Não haverá mesmo nada a fazer?

B j

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